tratado definitivo sobre o congestionamento e a infância

Demorou pra eu falar sobre congestionamento né? Vamos lá então, que é o assunto de hoje 🙂

Vamos pensar no seguinte: desde maio de 2013, quantos feriadões nós tivemos? Sei lá… um? Dois? Resposta: UM – esse final de semana agora, 15 de novembro. E claro que Curitiba INTEIRA resolveu ir pra praia, até pessoal de COLOMBO deve ter ido, boatos de que pessoal de lá já tem carro, sonzera e isopor…

Eu saí de Curitiba com a Chuck na quinta-feira às 23h30, porque supostamente o grande movimento seria às 18h e depois só na sexta-feira de manhã.

BÉÉÉÉÉ WROOOOONG

Filas BR 376

isso às 16h49

Se a fila estava na saída de São José às 16h49, seria humanamente impossível ter acabado até 23h30, certo? Pois é… pegamos fila na BR376, próximo ao primeiro pedágio. Dali pra frente, foi anda e para total, chegamos no segundo pedágio próximo às 3h da manhã, tudo por causa de uma obra LINDA que ainda está sendo executada em uma ponte no Km 6 (nem sei o Km, chutei) da BR 101, cujo prazo era novembro.

Ok, está “em dia”, mas eu DUVIDO que terminem até o fim de novembro, eles vão ter (pausa… 30 dias tem setembro, abril, junho e novembro… ok, são 12) 12 dias apenas pra reconstruir duas faixas de ponte, uma em cada sentido. As duas pontes estão em pista simples, e a segunda pista está só no ferro ainda… #VamosAcompanhar

Pois é… some uma pista simples a um feriadão e o resultado são 30Km de filas.

E falando em obras…

Obras em Curitiba

saída de Curitiba

Como eu sou uma pessoa muito didática eu fiz desenhinhos no google maps pra ficar mais fácil entender porque está uma merda ir até o aeroporto, ou pegar a BR376… Todos esses trechos ali estão em obras AO MESMO TEMPO, porque lógico que não dá pra executar uma obra dessas de cada vez. Aí a bonita aqui quer ir visitar a família em Joinville e não consegue sair da cidade (nem voltar) por motivos de tudo congestionado.

Na verdade, as obras são coisas boas, eu não posso criticar as obras em si, só a demora, superfaturamento e simultaneidade (ai como tô cheio das palavras hoje rssss), mas até aí estamos no Brasil né, que mais se poderia esperar? O que eu acho ruim é: TODO MUNDO tem carro agora, ATÉ EM COLOMBO! Carro está absurdamente barato, volta e meia tem IPI zero, e desde os anos 90, um carro ficou muito mais barato proporcionalmente ao salário mínimo… se duvidar, você passa na frente de uma concessionária com a sua carteira de motorista, e sai de lá de carro (e financiamento) novo sem abrir a boca pra falar. E infelizmente é isso que todo mundo quer, a montadora quer vender, e o brasileiro pobre médio SONHA em ter um carro zero.

PRA QUE minha gente? Por que não deixam só os ricos (euzinho rsss) terem carro?

Enfim.

E a volta do feriado como foi? Bem, eu saí de sábado pra domingo de Joinville, à 1h40 da manhã… então não tinha fila, né, e a estrada estava vazia, porque eu voltei um dia antes. Mas quem não pensou nisso, pegou os mesmos 30Km:

Volta pela BR 101

isso às 17h34

Pois é.

Reparem como a polícia rodoviária dos dois estados é meio analfabeta hahahaha (ok, pra ter mais exemplos, tem que seguir os dois perfis no twinto)

Mas enfim, lindos, já sabem que agora vai demorar séculos pra eu voltar pra Joinville né? Vou ter que arrumar um/a cabeleireiro/a aqui em Curitiba.

Falando em Joinville… Chuck e eu demos uma passada na rua onde ocorreu a infância: a rua Matinhos, em Joinville.

Rua Matinhos

lógico que é no street view essa fots, passamos lá de noite

Sério, essa rua não mudou NADA, nos últimos 25 anos. NADA.

Ok, mudou… um muro ali foi reformado, e a casa onde morávamos e a da vizinha foram demolidas e construíram duas casas bem bonitas no lugar. Mas foi só. O resto tá tudo igual, tudo parado no tempo. É engraçado ver como algumas coisas nunca mudam.

E aí bateu aqueeela saudade da infância.

Mentira, não bateu. Eu não tenho muita saudade da infância, primeiro porque nós éramos pobrinhos, mas pobrinhos de marré marré marré… ok, nem tanto, só um marré tá bom. Anyway, a vida era difícil, e a gente não se divertia tanto quanto hoje, como família. Não que a gente se divirta agora porque tem dinheiro, acho que é mais porque cada um já está estabelecido, e não temos aquele medinho do futuro, de que de repente vai mudar o governo e nós vamos tomar no cu e ter que morar embaixo da ponte.

E sinceramente, acho que é assim que todo mundo devia ser… o time of your life deveria ser hoje pra todo mundo, e não uma época mil anos atrás, que nunca vai voltar. Acho que se o time of your life não for o hoje, alguma coisa há de errado com a sua vida, tá faltando fazer alguma coisa.

Tem que ver isso, produção.

E ATENÇÃO!

Quinta-feira aguardem uma nova “coluna” aqui no blogs, vamos ter o POST DE SEGUNDA e outra coisa tb, até quinta!

Bom dia sol, bom dia flowers!

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  1. Teve mais uma mudança na rua da infância: minha árvore favorita, dona das minhas lembranças mais altas, foi cortada 😦

    Ah, e era esperado que a casa da infância fosse demolida ou caísse sozinha, pq tinha mais cupim que madeira por lá. Aliás, uma boa hipótese é que os cupins tenham se mudado a procura de novos hábitos alimentares e a casa tenha sucumbido. Imaginei aquele cogumelo da explosão da bomba atômica heheheheh

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